sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As Condições de Erro não são uma Escolha

As Condições de Erro não são uma Escolha, pois os seres humanos e as suas organizações enfrentam, sistemática e inerentemente, as situações que limitam ou impedem a ação eficaz. Nas situações de análise e formulação da estratégia da organização estas condições de erro ficam exacerbadas. Para compreender este processo, é preciso um método competente para a identificação destas condições de erro e para a eleição das estratégias essenciais para sua superação. Há sempre um hiato, algo que se apresenta (a) desconhecido ("não sei/sabemos fazer isto"), (b) desconfortável ("não me sinto bem/não nos sentimos bem"), (c) ambíguo ("isto está incerto ou faltando clareza"), (d) inconsistente ("isto não bate internamente com aquilo"), (e) incompatível ("ou fazemos isto ou aquilo"), (f) contraditório ("se fizermos isto destruiremos aquilo"), (g) anômalo ou fora do padrão ("ora já estou/estamos fazendo isto faz tanto tempo, como agora vou/vamos fazer de modo diferente?"), (h) inacessível ("a informação não está circulando, logo não posso/podemos decidir") e (i) secreto ("alguém retém a informação? E por quais motivos não declarados?"). Em questões estratégicas é imperativo agir com consistência, eficácia e urgência e, no entanto, diante das condições de erro, é preciso dispor, acionar e operar um método adequado para seu enfrentamento e superação. No processo de acionamento de uma estratégia, é fundamental que as pessoas possam e saibam refletir, testar e validar de forma aberta, humilde e pública, sem punições ou preconceitos, os erros inevitáveis da prática, para poder adquirir e expandir a competência, ou seja, agir com eficácia e com justiça em contextos e situações variadas. É tautológico e simplório, mas não há erro sem condições de erro.

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